
Carolina Grampín (Uruguai, 1984) é uma artista visual cuja prática emerge de uma geografia íntima marcada pela ruptura, onde a fissura se torna um território fértil para imaginar novas formas de existir. O seu trabalho habita o cruzamento entre corpo e memória, procurando transformar experiências de trauma em matéria que respira, expande e se recompõe.
Explora a cerâmica, o vidro, a madeira, o espelho e a tecelagem como extensões sensíveis do próprio gesto — ora frágeis, ora resistentes — numa pesquisa que encara a vulnerabilidade como força criadora. As suas peças convocam um diálogo contínuo entre o visível e o indizível, abrindo espaço para processos de cura e reconstrução que se revelam tanto na matéria quanto no silêncio que a envolve.
A sua prática assume-se como uma travessia íntima que, ao encontrar o olhar do público, se transforma numa proposta de partilha — um convite para que cada pessoa reconheça, na materialidade do gesto, os seus próprios modos de reimaginar-se.
Artistas das Quadras
