Fernando

Barbosa

Não vos apresento referências curriculares. Não tentarei nenhuma explicação filosófica para aquilo que faço. Não sei tão pouco se o que faço é Arte (não sou artista e ao que parece só eles podem certificar a sua própria produção). Não pretendo ser original. Não procuro “encontrar-me”. Não me importava de ser artesão, mas não quero repetir processos excepto quando me apetece repetir processos. A maior parte das vezes não gosto daquilo que fiz, mas continuo a tentar na esperança de fazer qualquer coisa que me surpreenda. A maior parte das vezes vou buscar inspiração àquilo que outros fizeram e não tenho vergonha de o assumir. A maior parte das vezes deixo-me encantar pelas técnicas e pelos materiais e sempre que tomo conhecimento de qualquer coisa nova não resisto a experimentar. Gosto de partilhar o que sei fazer. Gosto de fazer coisas partilhadas. Acredito que há urgência na divulgação do conhecimento e da cultura. Temo que se não fizermos nada os idiotas se multipliquem e tomem conta disto tudo.