Gláucia

Xavier

Quando criança me lembro de que gostava muito de imaginar diversas coisas e fazer composições bem diferentes em minha cabeça. Gostava de criar cenários que contribuíam na construção de uma realidade paralela onde eu era livre para desenvolver teorias e conceitos que acredito que me acompanham até hoje. Minha mãe sempre disse que eu adorava conversar sozinha, mesmo acompanhada de outras crianças. A partir dos meus 10 anos, comecei a usar caixas de papelão para produzir cenários e personagens em diversas situações, criava porque achava que faltava coisas no mundo. Na minha adolescência, comecei a ter acesso a fotografias de revistas, jornais e livros e outras áreas artistas, engraçado que parecia que eu já conhecia esses conteúdos há bastante tempo, talvez tenha visto algo na televisão. Meu coração já pulsava diferente... quando via algo relacionado às imagens, parecia que entrava naqueles cenários e me relacionava com todos os elementos que enxergava. No entanto, no decorrer dos anos tive que deixar as aspirações artistas de lado e encarar a realidade que me foi imposta: precisava fazer um curso universitário em uma “boa área” para arrumar um emprego logo. Durante muito tempo acreditei que esse era o caminho, então me formei em comunicação social, o que foi muito bom para mim, pois tive a oportunidade de realizar grandes trabalhos nessa área.
Já na fase adulta vi que precisava voltar ao meu “primeiro amor”, então larguei meu bom emprego e fui embora para a Ásia para trabalhar como voluntária e realizar projetos fotográficos sobre realidades diversas. Bingo!! Acertei nessa escolha e desde então estou firme nesse propósito! Fotografar histórias e utilizar-me dos recursos disponíveis para torná-las entendíveis por todos que as apreciam.